quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O poder do uso de um símbolo




Apenas para reflexão...
A Wikipédia registra que imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais, sendo utilizada desde o Período Neolítico. Foi também adotada por nativos americanos, em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. A Cruz Suástica também é utilizada em diversas cerimônias civis e religiosas da Índia: muitos templos indianos, casamentos, festivais e celebrações são decorados com suásticas. O símbolo foi introduzido no Sudeste Asiático por reis hindus, e remanescentes desse período subsistem de forma integral no Hinduísmo balinês até os dias atuais, além de ser um símbolo bastante comum na Indonésia.
O símbolo tem uma história bastante antiga na Europa, aparecendo na cerâmica da pré-história de Troia e Chipre, mas não aparece no Egito antigoAssíria ou BabilôniaA. H. Sayce sugere que a sua origem é hitita.2No começo do século XX era largamente utilizado em muitas partes do mundo, considerado como amuleto de sorte e sucesso. Entre os nórdicos, a suástica está associada a uma Runa, Gibur, ou Gebo.
Desde que foi adotado como logotipo do Partido Nazista de Adolf Hitler a suástica passou a ser associada ao fascismo, ao racismo, à supremacia branca, à II Guerra Mundial e ao Holocausto na maior parte do Ocidente. Antes ela havia reaparecido num reconhecido trabalho arqueológico de Heinrich Schliemann, quando descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Troia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos. Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas. O casal William Thomas e Kate Pavitt especulou que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da Atlântida.1
Os nazistas utilizaram-se destas ideias, desde os primórdios dos movimentos chamados "völkisch", adotando a suástica como símbolo a "identidade ariana" - conceito este referendado por teóricos como Alfred Rosenberg, associando-a às raças nórdicas - grupos originários do norte europeu. A suástica sobrevive como símbolo dos grupos neonazistas ou como forma de alguns grupos de ativistas ofenderem seus adversários

No Brasil, possuímos um governo abrigado sobre o símbolo do Pentagrama Gnóstico conhecido como a estrela de 5 pontas, símbolo de origem milenar, sempre presente para demonstrar garra e luta, capacidade de decisão, honra, coragem, disposição para a batalha, expressão de vitória e de conquista. Este símbolo reúne entre os seus mais importantes significados os atributos positivos do planeta Marte, sendo a sua utilização em magia bastante antiga. Todos sabemos que as estrelas, tal como representadas na iconografia, são representações do céu, das alturas, da astronomia, enfim, exortam o imaginário popular a olhar para cima e a buscar algum significado, a tentar transcender o quotidiano.

As 5 pontas representam Ar, Fogo, Água, Terra e Espírito. Os antigos Chineses acreditavam que existiam 5 elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), 5 planetas, 5 estações, 5 sentidos, bem como 5 cores primárias, sons e sabores.
A concessão de uma estrela de 5 pontas é o mesmo do que colocar o indivíduo entre os deuses ou entre os grandes de uma cultura pelos seus atos de coragem. Traz consigo a ideia de atos de heroísmo conducentes ao alcance da graça de habitar um mundo de bem-aventurados, seja o Olimpo dos gregos ou o paraíso do pensamento medieval, associado ao céu.
Hoje o símbolo da estrela de 5 pontas tornou-se o elemento decorativo mais comum em festas, cerimónias e até apropriado por partido político. Traz consigo a ideia da necessidade humana de se ligar a mundos superiores através de uma atitude considerada socialmente como honrada, nobre e digna de comemoração como uma vitória sobre todas as vicissitudes. 
Contudo, é sempre importante lembrar que o uso de um símbolo revestido de simbolismo é o mesmo dos medicamentos. Quando usado de forma imprópria, a exemplo da Cruz Suástica, passa a fomentar energias contrárias ao bem. Para os ocultistas, o Pentagrama invertido, de Eliphas Levi, caracteriza a rotação de uma mesmo símbolo para o mal e representa hoje, todas as aflições que consomem a humanidade. Sobre a proteção de um símbolo invertido, nada de bom acontece. Isto vale para pessoas, organizações e nações.


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